Apresentação da XI Mostra de Teatro Escolar da Póvoa de Varz

Posted: 19 de Abril de 2011 by O Boss in
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Apresentação da XI Mostra

Começou uma nova fase da vida da Mostra: chamemos-lhe... se quiserem, adolescência! Os primeiros passos na direcção da maioridade, a experimentação da nossa independência, auto suficiência.

Depois de 10 anos em que fizemos do Auditório Municipal a nossa segunda casa, por muitas saudades que nos deixe, pelos momentos inesquecíveis lá vividos, chegou a altura de trazer a Mostra de Teatro Escolar para a Escola Rocha Peixoto, a casa mãe.

Muito se pensou no rumo a dar a este evento. Com certeza que nestes tempos de austeridade, não era de todo expectável continuar a ter na Póvoa de Varzim 9 ou 10 grupos de teatro escolar, todos os anos, com todos os encargos que esta iniciativa comporta. Pode dizer-se que, após a comemoração dos 10º aniversário - efeméride  que foi acarinhada com pelos nossos patrocinadores com toda a simpatia e alguma tolerância  financeira – impunha-se uma decisão que, não pondo em causa a sua realização, partisse de outras premissas:

  • A vontade de transformar a ES Rocha Peixoto no verdadeiro centro da Mostra de Teatro Escolar da Póvoa de Varzim, convidando as pessoas para virem à nossa casa ver teatro escolar feito por nós e por convidados nossos.
  • Alargar o âmbito da formação proporcionada por esta vertente da educação artística, a outros alunos, de outros cursos, da nossa escola através de um efectivo intercâmbio de experiências e de convívio.
  •  Consolidar a Mostra de Teatro Escolar na Póvoa como um pólo experimental de artes performativas, no qual, durante 4 dias, diferentes grupos convivem, aprendem, comunicam e partilham.
  • Privilegiar a colaboração com outros organismos, entidades, instituições para o desenvolvimento de projectos no âmbito do teatro, animação sociocultural e apoio psicossocial.
           Decorre, daqui, que o figurino agora proposto difere radicalmente dos anos transactos. Menos grupos, mas mais presentes durante toda a Mostra, nas oficinas de formação, nas actividades paralelas e na apreciação de todos os espectáculos em cartaz.

Se os tempos actuais nos obrigam a contenções que têm custos tanto na qualidade como na quantidade de produções culturais, compete-nos a nós, não justificar o argumento da moda que reza que, com menos dinheiro consegue-se fazer muita coisa, mas sim afirmar o nosso voluntarismo, a nossa responsabilidade cultural e a nossa competência criativa para continuar a fazer por amor o que competiria a outros fazer por dever.

Jorge Curto

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