Workshop - Sessão 3
Posted: 19 de Junho de 2010 by O Boss inSem mais comentários... 17!
Acrescenta-se mais 1 lesionado e outro atrasado que, como já tinha dito antes do workshop começar, não entrou no jogo.
E que jogo foi! A Rita estava particularmente inspirada quando orientou o aquecimento; fiquei com a certeza que, se estes candidatos a actores ainda não tinham descoberto onde fica o diafragma e os músculos abdominais que contribuem para que o texto seja entendido pela nossa vizinha octogenária, com problemas de audição e que se sentou na última fila, nunca mais os vão descobrir. "Chuac!"
Passámos, depois, ao trabalho de exploração individual: hum, não sei, há algo que não está certo; se pensava que tinha já conseguido que todos conseguissem encarar os exercícios como preparação para o trabalho que se seguiria... qualquer coisa falhou. E quanto mais penso nisso, mais certezas tenho de que, num grupo, não pode pode haver pessoas que trabalham a ritmos diferentes. Notou-se o à-vontade com que alguns pegaram nos exercícios que foram trabalhados na sessão anterior - porque estiveram lá, e os outros - os que não estiveram; depois houve mais qualquer coisa: falta de concentração, que aliada à falha de trabalho de texto, resultou na falha de aplicação de técnicas já experimentadas e, sobretudo, falta de confiança: "se não acreditarmos no que estamos a fazer, como poderemos aspirar a que o público acredite em nós?" (esta é uma das minhas devisas)
Foram espairecer um pouco e voltámos com esperanças renovadas: notou-se, no primeiro exercício alguma pressa, imprecisão, ausência de sentido teatral - afinal de contas, tudo o que fazemos em palco tem de ser claramente lido pelas audiência e o ritmo das acções é essencial.
Segundo exercício: caramba, tão depressa fazem uma coisa sem jeito nenhum, como agem de forma surpreendentemente boa (qualitativamente) a um exercício que nunca tinham feito. O meu objectivo, sei-o agora, é fazer com que todo o grupo (mesmo que mais reduzido) trabalhe sempre em conjunto.
Improvisação: frases, risos, porquês. Sequência, justificação conclusão: tempo para limar algumas das muitas arestas que, naturalmente, numa fase inicial do processo, ainda pecam pelo exagero, ideias feitas e clichés, pelo entusiasmo, pelo desconhecimento do contexto da peça e pela pouca experiência. Porque quando conhecerem o texto, controlarem os exageros e vícios de representação, tentarem viver e acreditar na sua iniciativa, perspectiva pessoal e criatividade própria, controlarem melhor as suas reacções sem interferir com a sua sensibilidade e dominarem alguns aspectos técnicos fundamentais, o resultado pode ser... ainda mais surpreendente.
A experiência? Ah, esqueci-me: é uma coisa que se adquirir também de forma natural proporcionando oportunidades aos que querem experimentar e aos que crescem com as suas vivências.
Grupo 1: catarina, bernardo, ana isabel, gabriela, daniela, tiago l., cláudia, joão e rita
Grupo 2: luísa, bá, tiago q., ana filipa, tânia, mariana, zé miguel e tomás.
Finalmente, a avaliação com o compromisso de conseguir algo mais quando nos reencontrarmos. Mais desafios nos esperam na próxima sessão...
Comentem...




Humm...
Estou a ver que perdi muita coisa!