Workshop - Sessão Final

Posted: 26 de junho de 2010 by O Boss in
9

15! Quinze resistentes (entre os quais o lesionado)!


E pronto, acabou... por agora. Feita a apresentação final, ficaram os comentários dos participantes sobre a sua experiência, as suas impressões sobre o workshop, sobre o grupo.


Sobre o grupo: concordo que não é ainda um "grupo", não é possível formar um grupo em 6 sessões de poucas horas, a trabalhar de forma mais individual que colectiva, com pessoas a entrar, a sair, a faltar... mas o que importa, não é o caminho que já se fez mas o que ainda se vai percorrer, quando todos tiverem de se comprometer com o nosso projecto comum. Ficou, também, o início de novos conhecimentos e relações de amizade que cada um, agora, irá aprofundar à sua maneira.


Alguém disse que esperava mais em termos individuais: Concordo! Até de mim próprio. Falando por mim, sinto-me um cansado depois de um ano extenuante em que as férias não passaram de mais uma etapa de trabalho para honrar os meus compromissos (quem se esqueceu dos ensaios nas férias da Páscoa?) E estamos, nesta altura, todos, a precisar de arejar a cabeça, descansar, ir para férias. Positiva foi esta reflexão e a confiança de que todos poderemos fazer mais e melhor... a partir de Setembro.


Os estreantes, cada um a seu modo, gostaram de experimentar esta coisa de "fazer teatro": apareceram com as mais diversas motivações, e cada um deles procurou encontrar aqui respostas.  Alguns  não viram qualquer razão para continuar e foram procurá-las noutro lado; os que ficaram, duvido muito que as tenham encontrado, mas ficou o prazer da procura, e a adrenalina de andar à descoberta de algo que nos faz sentir mais vivos.  
Ficamos com 2 meses à nossa frente para reflectir sobre os momentos vividos e as expectativas geradas.


Da minha parte, aprendi a respeitá-los, a descobrir e reconhecer neles capacidades e qualidades, a conhecê-los melhor e, porque já os conheço um pouco, confio em todos eles para construir o nosso projecto. Conto com eles e eles sabem que podem contar comigo. Para eles, o meu aplauso.






Finalmente, Rita, bem-haja por aquecimentos... inesquecíveis! Beijo.


Para todos, boas férias e... tudo o mais. 

Workshop - Sessão 3

Posted: 19 de junho de 2010 by O Boss in
10

Sem mais comentários... 17!


Acrescenta-se mais 1 lesionado e outro atrasado que, como já tinha dito antes do workshop começar, não entrou no jogo.


E que jogo foi! A Rita estava particularmente inspirada quando orientou o aquecimento; fiquei com a certeza que, se estes candidatos a actores ainda não tinham descoberto onde fica o diafragma e os músculos abdominais que contribuem para que o texto seja entendido pela nossa vizinha octogenária, com problemas de audição e que se sentou na última fila, nunca mais os vão descobrir. "Chuac!"


Passámos, depois, ao trabalho de exploração individual: hum, não sei, há algo que não está certo; se pensava que tinha já conseguido que todos conseguissem encarar os exercícios como preparação para o trabalho que se seguiria... qualquer coisa falhou. E quanto mais penso nisso, mais certezas tenho de que, num grupo, não pode pode haver pessoas que trabalham a ritmos diferentes. Notou-se o à-vontade com que alguns pegaram nos exercícios que foram trabalhados na sessão anterior - porque estiveram lá, e os outros - os que não estiveram; depois houve mais qualquer coisa: falta de concentração, que aliada à  falha de trabalho de texto, resultou na falha de aplicação de técnicas já experimentadas e, sobretudo, falta de confiança: "se não acreditarmos no que estamos a fazer, como poderemos aspirar a que o público acredite em nós?" (esta é uma das minhas devisas)


Foram espairecer um pouco e voltámos com esperanças renovadas: notou-se, no primeiro exercício alguma pressa, imprecisão, ausência de sentido teatral - afinal de contas, tudo o que fazemos em palco tem de ser claramente lido pelas audiência e o ritmo das acções é essencial.
Segundo exercício: caramba, tão depressa fazem uma coisa sem jeito nenhum, como agem de forma surpreendentemente boa (qualitativamente) a um exercício que nunca tinham feito. O meu objectivo, sei-o agora, é fazer com que todo o grupo (mesmo que mais reduzido) trabalhe sempre em conjunto.




Improvisação: frases, risos, porquês. Sequência, justificação conclusão: tempo para limar algumas das muitas arestas que, naturalmente, numa fase inicial do processo, ainda pecam pelo exagero, ideias feitas e clichés, pelo entusiasmo, pelo desconhecimento do contexto da peça e pela pouca experiência. Porque quando conhecerem o texto, controlarem os exageros e vícios de representação, tentarem viver e acreditar na sua iniciativa, perspectiva pessoal e criatividade própria, controlarem melhor as suas reacções sem interferir com a sua sensibilidade e dominarem alguns aspectos técnicos fundamentais, o resultado pode ser... ainda mais surpreendente.


A experiência? Ah, esqueci-me: é uma coisa que se adquirir também de forma natural proporcionando oportunidades aos que querem experimentar e aos que crescem com as suas vivências.




Grupo 1: catarina, bernardo, ana isabel, gabriela, daniela, tiago l., cláudia, joão e rita






Grupo 2: luísa, bá, tiago q., ana filipa, tânia, mariana, zé miguel e tomás.




Finalmente, a avaliação com o compromisso de conseguir algo mais quando nos reencontrarmos. Mais desafios nos esperam na próxima sessão... 





Comentem...

Workshop - Sessão 2

Posted: 12 de junho de 2010 by O Boss in
3

Ah-ah! De 26, passaram para 19!


Claro que aqui não incluo aqueles que foram fazer um teste, ou trabalhar, ou simplesmente não lhes apeteceu vir. Foi pena porque me diverti com eles... e eles também.


Vamos ao início; com a Rita a encenar a peça no Porto, tinha deixado "ordens" explícitas para eles mesmos conduzirem o aquecimento (sim, Rita fizeram-no).


Fizeram-no tão depressa que terminaram quase 10 minutos mais cedo e fresquinhos como alfaces acabadas de colher numa bela manhã de orvalho subtil. Tão subtil como a intensidade do aquecimento. Tão subtil que tive, claro, de inventar qualquer coisa: genial, substituir o "olá prancha!" por "eu adoro o boss!" durante os 10 segundos mais longos da vida deles... para compensar os tais 10 minutos que faltavam.


Depois da transpiração, mais respiração, mais voz, mais texto (como é possível aqueles "cromos" não conseguirem memorizar 12 míseras frases?), mais corpo, mais relaxamento, mais movimento, mais ritmo... mais!


Mas a grande lição foi, penso ter deixado isso bem explícito, foi que o empenho e a concentração com que os exercícios são feitos, são essenciais.


Para tal, temos que lavar a alma e o espírito que retire toda a poeira que impeça o brilho da representação; foi a primeira surpresa. A segunda, a interacção entre eles; adivinha-se a criação de um novo núcleo, alargado, de Devisas.


Finalmente, a surpresa final: a diversão na apresentação do exercício final (e que as fotos podem demonstrar).


Nota final: alguém me perguntava no final se era possível vencer o receio, a timidez, o medo. A resposta é, mais do confiar em mim, porque não confiar um pouco mais em vocês? Eu acredito! Vocês não?
Aos que não apareceram, tudo de bom para vós. Para os que  ficaram... o bom não chega! Por isso...


Até à próxima sessão, altura em que perguntaremos mais alguns porquês e procuraremos as respostas.


cláudia, bernardo, joão, rita, ana e inês


luísa, armando, bá, mara, filipa e gabriela


catarina, ana, tiago, francisco, mariana, flora e tânia

Workshop - Sessão 1

Posted: 7 de junho de 2010 by O Boss in
2

Ora bem! 1º dia a sério...

Quando cheguei a G1, já estava a Rita a contorcer, retorcer, esticar, ginasticar e  agilizar os corpos dos que já lá estavam presentes. E eram muitos... (É claro que, depois, outros chegaram.... cada um com a sua desculpa... mas com as palavras “CULPADO/A! DESCULPEM!” escritas na testa com um tipex bem vermelho.... e com a vontade de, já na próxima 6ª, não chegarem atrasados/as).

Continuando. Depois de a Rita ter exemplificado onde estão os músculos que mais falta nos fazem (ou seja, todos) e quais as sua funções, entrei eu em acção mas, logo aí, senti que faltava qualquer coisa. Pensei para comigo: “Dava 3 euros para os ver bem cansadinhos!” Foi um bom investimento porque, não só recuperei os 3 euritos, como também os cansei, para além de ter tido o lucro de ouvir de todos eles frases maravilhosas de encher o ego (o meu) do género “eu adoro o Boss!” Simplesmente delicioso.... e reconfortante.

Claro que aproveitei todo aquele cansaço para falar sobre outros aspectos técnicos: respiração, diafragma, músculos abdominais, projecção da voz; TPC: conseguir levantar alguém (ou qualquer coisa) com a barriga!!!!!

Já que estamos com a voz, vamos ao texto. Com marcações. Com a utilização do corpo. Com expressividade. Com um intervalozito, porque estão a precisar de apanhar ar....

Voltámos ao mesmo após o intervalo, desta vez tentando polir os diamantes que se encontram por ali escondidos.
Pode ser que em grupo aquilo dê um “clic!”
Sim, porque não! Improv Time!

3 grupos, 3 fases: selecciona texto,  ensaia texto, faz o texto! 15 minutos.






Ah-ah! Percebi! Muita vontade (o trabalho ficou feito), muita energia (a precisar de algum controlo), muitas ideias a precisar de exercícios mais técnicos e de muita direcção.

Relaxamento e memória: O que é um actor e como o distinguimos de um farsante! Sugestões práticas! Ciau, até à próxima 6ª e não se esqueçam de levantar alguém (ou qualquer coisa) com a barriga!!!!!
Depois vejam e comentem a sessão no blog... 

(acho que esta parte já ninguém ouviu, mas a sério que gostava que dissessem alguma coisa sobre as suas experiências)

Dos 26 que vieram à apresentação hoje vieram 24.... veremos quem são os heróis resistentes.